Campo Grande: defesa nega vingança em ataque que terminou com criança de 2 anos morta
A defesa de Mayke Joulson dos Anjos Campos e dos outros três envolvidos no ataque a tiros que matou uma criança de 2 anos no Jardim Noroeste, em Campo Grande, afirmou que o crime não foi planejado e não teve motivação de vingança, diferentemente do que aponta a investigação da Polícia Civil. As informações foram divulgadas pelo Campo Grande News.
Segundo o advogado Jossandro Oliveira, Mayke estava em uma conveniência acompanhado da esposa, Thayanne de Souza Lima, e das duas filhas adolescentes quando teria ocorrido uma confusão envolvendo outro homem no local.
De acordo com a defesa, o suspeito reagiu após o homem ter mexido com sua esposa e com as filhas, de 13 e 14 anos. O advogado afirmou que houve agressões e que Mayke acabou sendo retirado da conveniência após a discussão.
Ainda conforme a versão apresentada pela defesa, Mayke deixou o local, foi até a residência buscar uma pistola calibre .40 e retornou à conveniência. O advogado disse que Thayanne teria ido atrás do marido para tentar impedir uma tragédia.
Jossandro Oliveira alegou ainda que o cliente não possuía experiência com armas e que pretendia atingir apenas o homem envolvido na confusão. Segundo ele, após o primeiro disparo, Mayke perdeu o controle da pistola e acabou efetuando vários tiros em sequência.
Durante o ataque, uma criança de apenas 2 anos foi atingida na cabeça enquanto estava no colo da mãe. A mulher também foi baleada no tórax. Um adolescente de 16 anos sofreu ferimentos graves na cabeça e permanece internado em estado grave em Campo Grande.
A defesa classificou a morte da criança como uma fatalidade e negou que os envolvidos façam parte de associação criminosa ou que tenham atuado de maneira organizada durante a ação.
Após o crime, Mayke foi localizado escondido na casa da sogra. No imóvel, policiais apreenderam uma pistola Taurus PT 140 Pro calibre .40, apontada pela investigação como a arma utilizada no atentado. Thayanne confessou participação no caso e admitiu que sabia da intenção do marido de retornar ao local.
Conforme a Polícia Civil, outros dois suspeitos, identificados como Adriel Dias dos Santos e Gislaine Maria de Souza, teriam ajudado na fuga do grupo e no apoio logístico. Os quatro foram presos em flagrante por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa. A Justiça converteu as prisões em preventivas durante audiência de custódia realizada no IPCG, em Campo Grande.




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